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'Religações fantasmas' leva MP a pedir investigação contra DAE e prefeita de Várzea Grande (MT)

DAE em Várzea Grande (MT) DAE-VG O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu ao Tribunal de Justiça do estado a abertura de um inquérito para investig...

'Religações fantasmas' leva MP a pedir investigação contra DAE e prefeita de Várzea Grande (MT)
'Religações fantasmas' leva MP a pedir investigação contra DAE e prefeita de Várzea Grande (MT) (Foto: Reprodução)

DAE em Várzea Grande (MT) DAE-VG O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu ao Tribunal de Justiça do estado a abertura de um inquérito para investigar possíveis crimes no Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O pedido foi encaminhado no último dia 16 e cita o possível conhecimento da prefeita Flávia Moretti (PL). Em nota, a prefeitura informou que, até o momento, não recebeu oficialmente qualquer notificação, comunicação formal ou citação referente ao pedido mencionado envolvendo o DAE/VG. “A gestão municipal reforça que pauta sua atuação nos princípios da legalidade, transparência e responsabilidade administrativa, permanecendo à disposição dos órgãos de controle e fiscalização para prestar todos os esclarecimentos necessários, caso seja formalmente acionada”, diz trecho. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça A investigação teve início em 25 de março, na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Decor), após uma denúncia formal que apontou possíveis irregularidades no DAE. Entre os indícios levantados estão crimes contra a administração pública, como peculato, fraude administrativa, manipulação indevida de sistemas públicos, entre outras irregularidades. Ao final das investigações, a polícia apontou indícios de envolvimento de agentes públicos em cargos estratégicos e de pessoas ligadas à estrutura diretiva do órgão. Também foram identificados elementos que indicam possível conhecimento ou participação da prefeita Flávia Moretti no esquema investigado. Vídeos em alta no g1 A denúncia Segundo a denúncia, um técnico foi contratado para prestar serviços de auditoria no sistema de informação e no planejamento de tecnologia da autarquia. Ele ficou responsável por analisar bancos de dados, a consistência das informações e as rotinas operacionais. Durante o trabalho, o profissional afirmou ter identificado inconsistências entre backups do sistema, divergências nos dados de faturamento, falhas estruturais relevantes e registros atípicos de cortes e religações de água em grande volume e em intervalos incompatíveis com a rotina do serviço público. Conforme o relato, os registros podem indicar a existência de “religações fantasmas”, possivelmente utilizadas para justificar o pagamento indevido de produtividade a servidores, com potencial desvio de recursos públicos. Ainda de acordo com o documento, o técnico relatou formalmente as irregularidades à Controladoria Interna e à Presidência do DAE/VG. A partir disso, foram iniciadas investigações internas. Porém, após uma mudança na gestão interna as investigações teriam sido interrompidas, e um dos dos servidores apontados como potencialmente envolvido nas irregularidades teria sido promovido. A denúncia ainda cita a exoneração de mais de trinta colaboradores terceirizados sem prévio planejamento, o desmonte do setor de Tecnologia da Informação, a descontinuidade de sistemas auditados e a consequente dificuldade de rastreamento de evidências digitais eventualmente relacionadas às irregularidades noticiadas. O relato aponta ainda que houve tentativa frustrada de formalizar a denúncia junto à Controladoria, além do registro de um boletim de ocorrência contra o próprio comunicante, por suposta calúnia. Por fim, o documento cita que há menções, em gravações, de que a prefeita Flávia Moretti teria conhecimento das irregularidade. O promotor de Justiça Marcelo Caetano Vacchiano afirmou que, diante da existência de elementos que indicam, ao menos em tese, possível conhecimento, participação, anuência ou eventual omissão penalmente relevante da chefe do Poder Executivo municipal, é necessária a supervisão jurisdicional originária pelo Tribunal de Justiça. “Os elementos até aqui reunidos revelam justa causa mínima para aprofundamento investigativo. Há documentação escrita, declarações formais, registros audiovisuais, mídia apreendida e relatório policial circunstanciado”, escreveu