Nova fronteira no combate ao câncer de esôfago aposta na força do próprio organismo
Discreto e muitas vezes silencioso, o câncer de esôfago se desenvolve em uma das estruturas mais essenciais do corpo humano: o canal que leva o alimento da bo...
Discreto e muitas vezes silencioso, o câncer de esôfago se desenvolve em uma das estruturas mais essenciais do corpo humano: o canal que leva o alimento da boca ao estômago. A doença está frequentemente associada a fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, refluxo gastroesofágico crônico, obesidade, alimentação pobre em frutas e vegetais e condições como o esôfago de Barrett. Quando surgem os primeiros sinais, como dificuldade para engolir, o quadro frequentemente já está em estágio avançado, o que torna o diagnóstico precoce e os avanços no tratamento ainda mais decisivos. Abril, mês marcado pela conscientização sobre o câncer de esôfago, traz também novos cenários para o tratamento desse tipo de tumor. Avanços recentes na oncologia têm reposicionado a imunoterapia como uma das principais estratégias, ampliando possibilidades em diferentes estágios da doença. “Enquanto as abordagens tradicionais, como a quimioterapia, atuam diretamente sobre o tumor, as terapias mais recentes, com destaque para a imunoterapia e combinações com terapias-alvo, estão ganhando cada vez mais espaço no tratamento do câncer de esôfago em 2025 e 2026. Esses avanços não só atacam as células tumorais, mas também reprogramam o sistema imunológico para que ele reconheça e combata a doença com maior eficiência. O resultado é uma estratégia mais inteligente e direcionada, que amplia as opções de tratamento e traz novas perspectivas para os pacientes”, explica o oncologista clínico da Oncomed, Eduardo Dicke (CRM 4225/MT | RQE Nº: 1800). Eduardo Dicke (CRM 4225/MT | RQE Nº: 1800), oncologista clínico da Oncomed. Assessoria As atualizações mais recentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçam o avanço no tratamento do câncer de esôfago. Em 2026, a agência ampliou o uso do imunoterápico, em combinação com quimioterapia, para tumores gastroesofágicos com indicação cirúrgica e potencial intenção curativa. Na prática, isso significa mais tempo de vida e melhores resultados no tratamento para uma parte dos pacientes. Isso altera significativamente a jornada do paciente. Anteriormente, especialmente em estágios mais avançados da doença, o tratamento seguia uma sequência mais rígida: quimioterapia, às vezes radioterapia, e, por fim, cirurgia. Hoje, surge uma abordagem mais integrada, com quimioterapia combinada à imunoterapia antes da cirurgia e, em alguns casos, a continuidade da imunoterapia após o procedimento. Esse movimento amplia as chances de resposta ao tratamento e abre caminho para intervenções cirúrgicas mais precisas. Evolução cirúrgica - É nesse contexto que o papel da cirurgia também passa por transformações. Segundo o cirurgião oncológico da Oncomed, Rafael Moura (CRM 7583/MT | RQE Nº: 5824), a integração entre as diferentes modalidades tem permitido abordar tumores antes considerados inoperáveis. “Quando há uma boa resposta ao tratamento sistêmico, especialmente com a associação da imunoterapia, maiores são as chances de realizarmos uma cirurgia com intenção curativa. Em casos em que o tumor regrediu completamente com o tratamento, a cirurgia pode tornar-se desnecessária”, explica. Rafael Moura (CRM 7583/MT | RQE Nº: 5824), cirurgião oncológico da Oncomed. Assessoria O especialista destaca que o tratamento passou a contar com o apoio de tecnologias mais precisas, como a robótica, que contribui para procedimentos menos invasivos e melhor recuperação dos pacientes. “A cirurgia do câncer de esôfago é complexa e exige uma avaliação criteriosa. Com os avanços recentes, conseguimos fazer um planejamento com procedimentos menos invasivos e melhor recuperação do paciente”, afirma. Moura também reforça que, apesar dos avanços, o sucesso do tratamento ainda depende do diagnóstico precoce. “Identificar a doença em fases iniciais faz toda a diferença. De forma geral, a cirurgia é recomendada quando o tumor está localizado e há possibilidade de remoção completa, especialmente após uma boa resposta aos tratamentos prévios, como quimioterapia e imunoterapia, sempre considerando as condições clínicas do paciente”. Desafio - Na mesma linha, Dicke chama atenção para um dos principais desafios atuais no cenário da doença. “Apesar dos avanços e dos resultados promissores, os imunoterápicos ainda estão, em sua maioria, restritos ao sistema privado de saúde. São tratamentos de alto custo, o que limita o acesso para grande parte da população. O próximo passo é justamente ampliar essa oferta, para que mais pacientes possam se beneficiar dessas novas abordagens”. Diretor técnico responsável: Marcelo Benedito Mansur Bumlai CRM-MT 2663 Assessoria de Imprensa: Íntegra Comunicação Estratégica (65) 9 9339-7982 | (65) 9 9338-8151